O trabalho do DHIS2 na área do clima e da saúde no Sudão do Sul baseia-se na infraestrutura e na capacidade existentes do DHIS2, ao mesmo tempo que tira partido de ferramentas inovadoras do DHIS2 para a integração de dados climáticos e a modelação preditiva.
Sistemas de informação na área da saúde e capacidade
O DHIS2 tem sido utilizado como sistema nacional de informação para a gestão da saúde (HMIS) do Sudão do Sul desde 2020, abrangendo dados de rotina relativos a uma série de programas de saúde. O DHIS2 é também utilizado no Sudão do Sul para a vigilância de doenças e para o planeamento e gestão de campanhas de distribuição de redes mosquiteiras tratadas com inseticida (ITN) destinadas à prevenção da malária.
A HISP Tanzânia, em parceria com o Malaria Consortium e o NMCP, desenvolveu o painel FLLOW-M, uma aplicação personalizada no âmbito do sistema nacional DHIS2 do Sudão do Sul que integra dados históricos de vigilância da malária com indicadores climáticos, a fim de gerar análises preditivas de risco e alertas automáticos de surtos. O painel de controlo inclui separadores que resumem as tendências da malária e permitem às partes interessadas acompanhar os casos graves, bem como uma secção que apresenta a adequação climática para a malária em todo o país e analisa os casos confirmados em conjunto com as principais variáveis climáticas: temperatura, precipitação e humidade relativa. Inclui ainda secções destinadas à avaliação de modelos preditivos, à apresentação de previsões de casos de malária num conjunto de cenários e ao envio de alertas quando são atingidos os limiares de surto, ajudando as partes interessadas a planear ações específicas. Em julho de 2026, foi lançada uma fase-piloto deste painel de controlo, que incluiu ações de capacitação a nível local para a sua utilização.
Integração de dados climáticos
A aplicação «DHIS2 Climate» foi instalada na instância nacional do DHIS2 do Sudão do Sul, permitindo a integração de dados climáticos e de dados do HMIS no DHIS2. Os dados relativos à temperatura, humidade relativa e precipitação estão atualmente a ser obtidos a partir de conjuntos de dados disponíveis a nível mundial, incluindo o ERA-5 Land e dados de observação da Terra. A importação e a harmonização destes conjuntos de dados foram automatizadas pela HISP Tanzânia através das ferramentas climáticas do DHIS2.
Modelação preditiva
A HISP Tanzânia instalou a Plataforma de Modelação Chap e a Aplicação de Modelação DHIS2 na instância nacional do DHIS2 no Sudão do Sul e desenvolveu uma solução de middleware personalizada, o Climate Automation & Prediction Scheduler (CAPS), para apoiar o fluxo de trabalho automatizado de previsões para o painel de controlo FLLOW-M.
Além disso, atendendo ao interesse do Ministério da Saúde, a HISP Tanzânia está a trabalhar num modelo mecanicista que possa ajudar a analisar a relação custo-eficácia das intervenções de prevenção da malária com base em previsões de picos de casos da doença, a fim de ajudar a avaliar se devem ser distribuídas redes mosquiteiras adicionais em áreas específicas durante as campanhas de distribuição de redes mosquiteiras tratadas com inseticida (ITN) do país.